Viva Jardim das Perdizes VIVAJardim das Perdizes
História · 12 de agosto de 2026

Dez anos do bairro que São Paulo não sabia que queria

Em 2012 aquilo era chão de fábrica. Hoje são 250 mil m² de bairro planejado com parque no meio, fiação enterrada e a primeira certificação AQUA-HQE de bairro da América Latina.

Dez anos do bairro que São Paulo não sabia que queria

O terreno entre Perdizes e a Barra Funda era área industrial. Em 2012 a Tecnisa começou ali um projeto que não era um prédio nem um condomínio: era um bairro inteiro, desenhado do zero sobre cerca de 250 mil m². As primeiras unidades foram vendidas na planta entre 2012 e 2013, para gente que comprou uma ideia — porque no lugar ainda não havia nada.

O que se decidiu antes de levantar a primeira parede

Três decisões de projeto explicam quase tudo o que o bairro é hoje. A primeira foi reservar mais de 45 mil m² para um parque linear no centro, em vez de ocupar a área com mais torres. A segunda foi enterrar toda a fiação — é por isso que a foto do bairro não tem poste nem emaranhado de fio no céu. A terceira foi organizar as ruas internas para que não houvesse trânsito de passagem: quem entra no Jardim das Perdizes é porque vai a algum lugar dentro dele.

A certificação que ninguém mais tinha

O Jardim das Perdizes foi o primeiro bairro da América Latina a receber a certificação AQUA-HQE, um selo de alta qualidade ambiental que avalia o empreendimento inteiro — gestão de água, energia, resíduos, conforto e canteiro de obras — e não apenas o prédio pronto.

Bairro de 15 minutos, antes de virar moda

A ideia de concentrar os serviços essenciais a poucos minutos de caminhada virou pauta urbanística mundial nos últimos anos. Aqui ela estava no desenho original: mercado, academia, farmácia, gastronomia e serviços dentro do próprio bairro, mais a Torre Time Corporate como polo de trabalho.

Uma década depois

Dos seis edifícios que mapeamos, cinco já foram entregues — o primeiro em outubro de 2015, o mais recente ainda em obras com entrega prevista para dezembro de 2026. O parque abriu em 2018 e é público. E a segurança do bairro passou a ser integrada às polícias de São Paulo pelos programas Muralha Paulista e Detecta.

Fonte: Tecnisa — Jardim das Perdizes: 10 anos de urbanismo sustentável.

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